sábado, 3 de outubro de 2015

E se o telefone tocar diga que eu morri que estou mortinho da silva, estirado no chão da sala com o coração na mão. Diga que retirei meu coração com a mão – ele estava doendo demais.

- Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Sobre a saudade

Você ainda é a primeira coisa que eu penso quando me dizem: Faça um pedido!

quinta-feira, 2 de julho de 2015


"Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu."
- Caio Fernando Abreu

terça-feira, 30 de junho de 2015

Não, eu não te levo a sério.

Olha, eu penso em você de vez em quando. E isso não é nenhuma confissão inimaginável. Não dá pra dizer que os teus olhos pretos e brilhantes feito duas faíscas nunca me fizeram querer voar pra perto de você. Não dá pra dizer que eu nunca quis a tua barba na minha nuca sem parecer mentira.

Na verdade, de vez em quando é bondade minha. Eu penso quase sempre. No som da sua risada e no cheiro que a sua pele deve ter depois que você se veste.

Até seus versos me deixam com o coração pequenininho e uma cara de boba que tenho vergonha de que alguém veja. Até sua risada ao telefone me desestabiliza. Você é sempre tão envolvente ou me inferniza desse jeito só por diversão?

Não me conta seus problemas. Não me diz que você tá puto ou que sente saudades. Desculpe a franqueza, mas não me interessa. Não quero conhecer teus defeitos, teus segredos, tuas profundezas. Tua superfície me satisfaz tão bem.

Porque você é essa mentira. Esse futuro do pretérito. Você é aquilo que nunca vai ser. Tem coisas que foram feitas para não ser, sabe? Fica quietinho aí. Só sorri de vez em quando pra mim e escreve umas coisas que me façam pensar em você e te querer por perto, que o querer é quase sempre mais gostoso que o conquistar. Me dá esse aperto no peito de presente, meu bem. Quem sabe um dia a gente se cruze por aí e eu te dê um oi ou te convide pro cinema, e a gente saia por aí preenchendo essas nossas eternidades que duram cinco minutos.