domingo, 2 de março de 2014


— Ela queria outra coisa.
— Que coisa?
— Nem ela sabia. Repetia isso o dia inteiro: “Quero outra coisa, eu quero encontrar outra coisa”.
(Caio Fernando Abreu In Onde Andará Dulce Veiga?)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

"Eu tenho uma psicologia muito frágil — simplesmente não quero me envolver em historinhas sujas como essa. Prefiro cair fora."

(Caio Fernando Abreu)


"Eu gritava Senhor de Toda Luz e de Tudo que Existe, dai-me Força, Fé e Luz."

(Caio Fernando Abreu. )
Conto para você, porque não sei ser senão pessoal, impudico, e sendo assim preciso te dizer: mudei, embora continue o mesmo. Sei que você compreende.

(Caio Fernando Abreu.)


"Mas dirás assim, por exemplo, como você sabe, a gente, as pessoas infelizmente tem, temos, essa coisa, as emoções, mas te deténs, infelizmente? o outro talvez perguntaria por que infelizmente? então dirás rápido, qualquer coisa como seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas, infelizmente, insistirás, infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos – emoções."

(Caio Fernando Abreu)

domingo, 2 de fevereiro de 2014


Hoje eu queria alguém que me dissesse que eu não precisava me preocupar — como no Last Picture Show— um ombro, uma mão. Desculpe tanta sede, tanta insatisfação. Amanhã, amanhã recomeço. 
(Caio Fernando Abreu, carta a Vera Antoun)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014


Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.

Fernanda Mello